24/05/10 - Caminhos
São muitos os caminhos... Caminhos tranquilos, plenos de flores, transitados sem problemas nem esforço. Caminhos tortuosos, difíceis, cheios de pedregulhos, de aspereza e dificuldades. Caminhos fáceis que conduzem a abismos profundos, como gargantas abertas no verde da selva. Caminhos desconhecidos, que conduzem a alturas imensuráveis, margeando a montanha. Caminhos de lama, após a chuva torrencial. Caminhos áridos, na terra castigada pelo sol ardente. Caminhos ásperos, cheios de ervas daninhas e espinheiros. Caminhos curtos. Caminhos longos. Em verdade, todos os caminhos têm algo em comum: o de permitirem ao viajante chegar a algum lugar. Assim, o mais importante não é escolhe-lo por sua beleza, facilidade ou comprimento. O mais importante é saber onde se pretende chegar. Na Terra, todos andamos por várias vias: as da comodidade, dos prazeres, das facilidades. São os caminhos curtos, fáceis e que conduzem o ser às bocas escancaradas dos abismos das paixões. Existem aqueles que, de forma egoísta, preferem caminhar solitários e se perturbam após exaustiva marcha. Os maus seguem trilhas suspeitas e se perdem em sombras. Os que se afeiçoam ao bem seguem os caminhos da esperança e se iluminam. São vias de dificuldades, de tormentos e de dissabores. Caminhos espinhosos e difíceis, mas que dão acesso a portos de paz. São eles que permitem ao homem alcançar as paragens superiores do bem que nunca morre e do amor que sempre dura. Os servidores da caridade escolhem roteiros de ação constante pelo bem ao próximo e alcançam lugares de ventura. A opção é individual e cada um a realiza de acordo com os sonhos e ideais acalentados na alma e os valores que carregue em sua intimidade. Alcançar a felicidade breve e fugaz ou conquistar a alegria perene é decisão pessoal. Na diversidade de tantos rumos, os homens se perturbam ou se tornam livres. Contudo, não há ninguém que siga pelos caminhos de Jesus e que não deixe de alcançar o fim que almeja: a felicidade integral. Hoje como ontem, Jesus, o Mestre incomparável, prossegue convidando o Seu rebanho, desejando atrair todos para Si. O Seu convite perene é para que nos acerquemos Dele usufruindo de paz, alcançando a esperança e trabalhando sempre. * * * Ante a falta de tempo de que tanto reclamamos, face aos inúmeros quefazeres do dia-a-dia, é necessário parar para revisar e repensar Jesus. Retornar aos Seus caminhos e percorrê-los com ternura é tarefa inadiável ao ser humano. Assim procedendo, com certeza haveremos de experimentar o calor da Sua presença e a presença do Seu amor. Ninguém há que possa prescindir de Jesus, escolher outros caminhos e ser feliz. Redação do Momento Espírita com base no prefácio do livro Pelos caminhos de Jesus


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